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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Protocolos das Tradições

Os Protocolos são costumes antigos que todos os magos da Tradição devem seguir. Alguns são apenas uma cortesia, enquanto outros são considerados muito importantes. Aqueles que quebram o Protocolo são em primeiro lugar repreendidos, e depois punidos de diversas formas. Isso depende do bom humor dos juízes, e do poder e status do ofensor. Transgressões pequenas são tratadas pelo próprio grupo de companheiros do mago. Transgressões mais sérias resultam num Tribunal.

Os Protocolos e as punições Herméticas apropriadas estão listadas abaixo. Como os Protocolos são encarados de maneiras diferentes por cada Tradição, as punições podem variar.


Respeite aqueles com maior sabedoria.
Isso é bom senso.

O débito com um Tutor deve ser pago.
Os códigos Herméticos esperam um pagamento após cada semestre. Estudantes que não pagam podem ser suspensos das aulas até que o façam. Se um estudante conseguir enganar várias instituições dessa maneira e for pego, ele será Marcado. O transgressor nunca mais receberá treinamento de um mago da Tradição.

A Palavra de um mago é sua Honra; nunca quebre uma Promessa.
Censura é a punição mais comum. Um mago com uma longa história de mentiras poderá ser Marcado.

A Vontade de um Oráculo precisa ser sempre obedecida.

Muitos magos modernos nem acreditam que os Oráculos existam. Entretanto, os antigos textos jurídicos da Ordem pleiteiam a Censura para magos desleais. Tais trechos representam um paradoxo: Os Oráculos existiram? E caso tenham existido, um Oráculo desrespeitado não seria poderoso o suficiente para executar sua própria sentença, dependendo apenas da sua vontade?

Não traia sua Cabala ou Capela.
Uma transgressão séria nos tempos da Guerra da Ascensão, a traição é garantia de Marcação e/ou Ostracismo permanente.

Não conspire com os inimigos da Ascensão.
Aqueles que forem pegos conspirando com a Tecnocracia, Desauridos ou outros inimigos (aberto a interpretações) é sentenciado a Marcação e Ostracismo permanente. Se o “inimigo da Ascensão” for um Nefandus, a punição aumenta par Gilgul e/ou morte.

Proteja os Adormecidos; eles ignoram as coisas que fazem.
Este também é um costume. Aqueles que ameaçam Adormecidos são vistos com maus olhos pela maioria dos magos.

Seja discreto com a sua Arte, para que os Adormecidos não o conheçam por aquilo que você é.
Chamada de “Regra da Sombra”, este Protocolo informal foi feito para proteger os magi dos caçadores de bruxas e fanáticos. Apesar de formalmente esta regra não acarretar em nenhuma punição, os magos escandalosos são uma companhia perigosa. O Ostracismo é comum nesses casos, e já se ouviu falar em Marcação.

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Retirado de:
Mago: A Ascensão, 2ª edição – página 46.

Punições

CENSURA

Uma punição leve que coloca o mago em “liberdade condicional” por um período indefinido. Ele deverá obedecer as restrições do Tribunal quanto a viagens, associações com outras pessoas ou quanto ao uso da sua mágika. O Tribunal pode exigir que algum serviço seja feito antes que a Censura seja suspensa.


MARCAÇÃO

Através desta punição, o Avatar do ofensor é marcado com uma mágika de Espírito. Cada tipo diferente de selo marca-o como um transgressor de um Protocolo específico. A marca pode ser detectada através do uso de mágika simples de Espírito ou da Consciência de um mago. A Marcação normalmente é aplicada em conjunto com outro tipo de punição, como o Ostracismo.


OSTRACISMO

O banimento de um mago pode durar de um mês até o fim da vida e, durante esse tempo, nenhum outro mago pode se associar com ele. Aqueles que o fizerem estarão se arriscando a sofrer a Censura ou algo pior.


MORTE

A sentença de morte é aplicada quando um mago comete um crime sério, como traição ou Infernalismo (acordos com demônios), mas seu Avatar é inocente. Liberto do seu tormento mortal, o Avatar poderá reencarnar num mago mais honrado. Esta punição é comum entre os Eutanatos.


GILGUL

O Gilgul é reservado para os magos tão maléficos que até mesmo seus Avatares foram corrompidos, ou, mais raramente, para mortais sem sorte que nasceram com os Avatares reciclados de Nefandi.

Um conjunto de Mestres arranca e destrói o Avatar. O mago não é machucado, mas torna-se uma casca inútil; ele nunca mais poderá fazer mágikas. Este é um destino horrível, considerado pior do que a morte por alguns. Profundamente incapacitados, a maioria dos magos perde sua vontade de viver, mas não têm a força de vontade para acabar com suas vidas.

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Retirado de:
Mago: A Ascensão
, 2ª edição – página 46.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Tratado Místiko


DOS EFEITOS GERAIS

A Ligação com o Tratado: Um Efeito de Primórdio 1, Consagração, foi lançado duas vezes: uma por Luminos, que gravou um símbolo no canto inferior do Tratado; e outra vez por James, quando pede a todos que assinem o Tratado com sangue.

A Marca de Heylel: Um Efeito de Primórdio 3, Encantar Vida, acrescido de Mente 2, Impressão Psíquica, lançado por Luminos, que cria a marca de traição na psique do alvo. Não é preciso ter Mente para sentir os efeitos dessa magia; um teste simples de Percepção + Consciência daria ao indivíduo interagindo com o sujeito marcado a consciência de sua traição.


DOS CASTIGOS

1º. O Efeito foi imposto por Luminos. A Esfera utilizada foi Mente, nível 4, Manipular a Memória.
2º. A maldição consiste em dois Efeitos: um Efeito de Entropia, nível 4, Praga do Envelhecimento, lançado por Élis, e um Efeito de Vida, nível 4, Controle Emocional Fisiológico, lançado por James. A Entropia se encarrega da maldição e de sua eficácia e aspecto necrossintético, enquanto que Vida se encarrega de suprimir a dor do alvo.

3º. Parecido com o efeito do castigo anterior. Foi usado um Efeito de Entropia, nível 4, Praga do Envelhecimento, lançado por Élis.

4º. Outro Efeito imposto por Luminos, também com a esfera Mente, nível 4, Manipular a Memória.

5º. O castigo consiste em dois Efeitos. O primeiro Efeito, lançado por James, é de Vida, nível 4, que inclui Mudar a Forma para alterar a musculatura do alvo, enrijecendo-a, em conjunto com Controle Emocional Fisiológico para vedar a produção das substâncias que dão elasticidade aos músculos, garantindo seu movimento. O segundo Efeito, lançado por Luminos, é de Mente, nível 4, Manipular a Memória, que afeta diretamente as percepções mentais da vítima, mantendo-a consciente, mas incapaz de interagir com o que ocorre ao seu redor (nota: em outras palavras, isso leva os Atributos Mentais a 1 ou 0 pontos. Se você tem 1 de Inteligência, mas 0 de Raciocínio, não poderá fazer nada; idem com o inverso).


NOTAS DE INTERPRETAÇÃO

§ 9º - Saber da traição do mago não implica em saber dos objetivos da Cabala. A marca de Heylel demonstra apenas que aquele indivíduo traiu a confiança de seus iguais; ou seja, traiu sua Cabala. Mas os objetivos desta estão isentos de mostra.

§ 10º - O texto é claro: estão isentos dos castigos aqueles que infringirem as regras de forma “indireta” ou “inconsciente”. Entenda-se por meios indiretos e inconscientes toda e qualquer ação praticada sem intenção ou sob efeitos externos. Coisas como instintos primários, Efeitos de Mente, poderes sobrenaturais (Disciplinas, Dons, Artes e Arcanoi), os efeitos causados pelas Esmeraldas (libido, ira... e o que mais nos aguardar), Ecos e outras variações sobrenaturais que estejam além do controle de livre-arbítrio do mago, serão tomadas como isentas dos castigos.

Ou seja, é necessário que a ação seja cometida conscientemente pelo mago para que os castigos tornem-se efetivos. Em outras palavras, o que conta realmente nas regras imposta é a INTENÇÃO do mago, e não o ato em si, propriamente dito.

Em resumo, não sejam tiranos radicais. As regras do Tratado são para proteger a Cabala de possíveis traições, não para nos transformar em um bando de pacificadores. Assim sendo, tentar matar ou ferir outro personagem sem motivos é tomado como quebra de regras; mas um soco ou outro pode ser necessário às vezes. Então, não abusem desse Tratado para se colocarem intocáveis perante os outros ou para matarem/machucarem alguém de sacanagem.


EXEMPLOS:

Guardar informações relevantes às Esmeraldas.
Se isso põe em risco a sua vida, você está isento pela cláusula de força maior (igual poderes de Dominação e Presença). Ninguém é obrigado a morrer pela Cabala; o acordo foi feito pela proteção dos magos, não pela nossa autodestruição. Ou seja, as informações detidas por Zaraki são um problema dele. Se ele não as mencionou, deve ter tido seus motivos. Confiem no Mestre. Mas guardar as informações para si sem motivos aparentes inflige as regras.

Revelar informações sobre os objetivos da Cabala a terceiros.
Pode, se TODA a Cabala estiver de acordo. Do contrário, qualquer menção que leve informações sobre as Esmeraldas ou seu poder é tomado como infração. E cuidado: pedra, esmeralda, escritos, pergaminhos... são todos sinônimos. Contar a lenda para outrem trocando as palavras não livra o personagem da punição.

Conspirar contra a vida ou bem-estar de outro do grupo.
- Élis apontando uma arma para o Zaraki. Não quebra o tratado pois ela não atirou. Logo, apontar uma arma para alguém desarmado contando com o raciocínio prévio de que esse alguém iria recuar, não inflige regra alguma. Mirar em um lugar, errar o tiro e acertar um dos membros da Cabala também não inflige. No entanto, atirar propositalmente, mesmo que chegue a errar (lembrem-se: a intenção consciente é o que conta), inflige e está sujeito às punições adequadas.

- André assinando um Tratado Garou em branco por ignorância colocando toda a Cabala em risco não causa violação, uma vez que o mago não tinha consciência do que estava fazendo (foi imprudência beirando à burrice ¬¬, mas o dano não foi intencional). Mas assinar algo desse porte por sacanagem, do tipo “seria bom dar uma lição neles”, inflige. Cuidado...

- Dar um ‘pedala’ no Lasher quando ele cede à tentação de apertar aquele botão vermelho marcado com “não me aperte!” não inflige as regras (até por quê, os Familiares não assinaram nada...). Convenhamos, neh? ¬¬ Um pedala, ou um tapa, ou um murro não compete contra a vida de ninguém! Mas espancar o Lasher e jogá-lo pela janela do cabala-móvel é uma séria quebra de Máscara e será punida de acordo com o que foi combinado.

- Dar um socão nas fuças do André quando baixa o sapainca nele, visando deixá-lo desacordado. Também não quebra o Tratado, pois apesar de ter sido um dano e blá blá blá, visava o bem-estar do próprio André (e o nosso ¬¬).

- Matar a Mei-Hai a pedradas porque a pedra laranja te inspirou sede de sangue. (vai saber... ¬¬)
Se o Mestre te deu chances de testar qualquer coisa para impedir o impulso e você se recusou de sacana, está quebrando o tratado. Mas se o Mestre disse que a força é incontrolável e que os seus pontos de Força de Vontade de nada te servirão, você está salvo (pois age impulsionado por uma força que não pode controlar).

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O Chodona


Também chamado de Oito Raios da Roda da Lei ou de Chakradharmasambbita, o Chodona fora composto no primeiro Samashti, em 1314. Ele marca o primeiro aparecimento dos Eutanatos como uma Tradição autônoma. Durante a Primeira Convocação, os anciões da Tradição somaram comentários e clarificações que se tornaram a base das leis dos Eutanatos, de suas convicções e éticas. Os princípios (chamados de Oito Raios) do Chodona seguem abaixo.

Preâmbulo

Diante dos olhos do céu, nós escrevemos o código: Nós, que conhecemos a dança da vida e da morte e que fomos escolhidos para vigiar a Roda do mundo, declaramos diante de todos os poderes presentes que esta é a nossa lei, para ser sagrada para sempre.

PREVABHNAVA

Nós testemunhamos a existência de um Ciclo de nascimento, morte e renascimento que penetra o cosmo com seu ritmo. Nós testemunhamos que as almas humanas e de todos os seres animados são administradas por este Ciclo para um fim eventual. Nós testemunhamos que este Ciclo é a Lei do universo. Nós juramos apoiar este Ciclo, e prevenir sua estagnação ou corrupção.

HIRANYAGARGHA

Nós acreditamos na unidade fundamental de tudo aquilo que existe; a Criação brota de d’A fonte original à qual voltará. Nós declaramos que todos os seres animados levam dentro de si a pura semente desta fonte original, não importa o quão corrompido possa estar seu exterior.

KALA

Nós declaramos que a Decadência e a Entropia fazem parte do Ciclo natural, e que todas as coisas têm que se deteriorar para poderem voltar ao útero do universo eventualmente. Nós aceitamos isto como parte de nossa existência, e fazemos voto de que não causaremos dor imprópria em uma batalha fútil com este princípio. No entanto, nós faremos girar a infinita Roda do Tempo e a Teia Secreta do Destino, nos comprometendo em guardar a estrutura do universo.

GOPAYA

Nós fomos determinados por nossa perspicácia e temos poder para um propósito: ser os guardiões da humanidade e do mundo. Este é nosso dever sagrado pelo qual passamos por cima da dor da morte e pela perda de nossas almas. Nós vigiaremos a Roda e removeremos os problemas que a empeçam de girar, apesar do perigo para nossa existência mortal ou do sofrimento que isso possa nos causar.

SADHANA

A pessoa não pode permanecer pura sem o controle dos sentidos e do espírito. Conseqüentemente, nós juramos sempre buscar nossa própria melhoria espiritual. Nós praticaremos os ritos, cantaremos as canções sagradas, e não nos sujeitaremos a tentativas de fortalecer o corpo e continuar. Nós resistiremos às tentações do desejo, não importa a forma em que venham a nós.

DAYA

É impossível completarmos nosso dever se fecharmos nossos corações para o sofrimento do mundo ao nosso redor. Tentar tal coisa seria como abrir nossas portas à corrupção e ao mal. Assim, nunca fechamos nossos olhos à dor dos outros, à dor causada por nossas ações, ou às ações que a dor que causamos possa gerar.

TYAGA

Ações feitas pelo prazer e ganho próprios sempre trazem junto consigo o perigo da corrupção; não sucumbiremos a tais ações. Nossas ações serão feitas em nome do cosmos, e oferecidas em sacrifício ao cosmo. Nós evitaremos as ações criadas puramente por nossos desejos, pois essas ações ameaçariam nossas almas e nossos deveres.

DIKSHA


Ninguém pode entrar corretamente em uma nova vida sem primeiro morrer; não se pode servir bem àquilo que não se entende. Todos aqueles que procuram se juntar a nós, como parte de seu rito de iniciação, antes de receberem seus nomes, ou seus mantras, ou suas ferramentas sagradas, precisam caminhar no outro lado da vida. Eles precisam se deitar no ventre da morte e voltar à nós, antes de se juntarem às nossas fileiras.


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Traduzido de: Tradition Book Euthanatos, página 27.
Sobre a simbologia da imagem:
http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/bhavachakra.htm